Consórcio ou financiamento imobiliário? Veja com Tiago Oliva Schietti como escolher o melhor caminho

Aurora Salvieri
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

O consórcio e o financiamento imobiliário são as duas portas mais usadas por quem deseja comprar um imóvel sem pagar à vista, como menciona Tiago Oliva Schietti, empresário. Tendo isso em vista, a escolha entre eles raramente é simples, pois cada modalidade responde a um momento de vida e a um perfil financeiro distintos.

Nos próximos parágrafos, abordaremos os dois modelos sob quatro ângulos práticos: acesso imediato ao bem, custo total da operação, prazo até a contemplação ou aprovação, e o papel de cada opção dentro de um planejamento patrimonial mais amplo. Continue lendo e entenda qual caminho conversa melhor com os seus objetivos e com o momento financeiro que você vive hoje.

As diferenças no acesso ao imóvel

No consórcio, o participante entra em um grupo e aguarda ser contemplado por sorteio ou lance, o que pode levar meses ou até anos. Já o financiamento imobiliário permite ocupar o imóvel assim que o contrato é assinado e o crédito liberado. Tiago Oliva Schietti demonstra que essa diferença de tempo costuma ser o fator decisivo para quem já tem urgência de moradia. Desse modo, quem precisa se mudar em poucos meses dificilmente encontra no consórcio um caminho adequado, já que o sistema depende da dinâmica coletiva do grupo e não apenas da vontade individual do consorciado.

Qual modalidade tem o menor custo real?

O financiamento cobra juros mensais sobre o saldo devedor, o que encarece o valor final do imóvel ao longo dos anos, conforme frisa o empresário Tiago Oliva Schietti. O consórcio, por sua vez, cobra apenas taxa de administração, sem incidência de juros, o que costuma tornar o custo total mais baixo para quem consegue esperar a contemplação com tranquilidade.

Assim sendo, comparar apenas a taxa de juros anunciada é um erro comum entre compradores de primeira viagem, especialmente aqueles que decidem sem orientação. Isto posto, outros fatores pesam tanto quanto o custo do dinheiro emprestado e merecem atenção antes de fechar contrato, entre eles:

  • Taxa de administração do consórcio, que varia entre as administradoras e impacta o valor total pago;
  • Custo do seguro obrigatório em ambas as modalidades, que muda conforme idade e valor do bem;
  • Correção monetária das parcelas, presente tanto no consórcio quanto no financiamento;
  • Valor da entrada exigida no financiamento, que reduz o montante financiado e os juros pagos.
Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Somados, esses itens podem inverter a vantagem que parecia óbvia à primeira vista. Por isso, simular os dois cenários com números reais, e não apenas com percentuais genéricos de propaganda, é o único jeito de saber qual opção realmente custa menos no seu caso específico.

O que cada modalidade representa para o planejamento patrimonial?

O consórcio funciona como uma ferramenta de disciplina financeira, já que obriga o poupador a reservar um valor fixo todos os meses sem recorrer a dívida bancária. Tal como expressa Tiago Oliva Schietti, isso favorece quem ainda não tem urgência de moradia, mas quer construir patrimônio de forma organizada e sem comprometer o orçamento com juros.

O financiamento, por outro lado, permite alavancar patrimônio mais cedo, já que o imóvel entra na carteira do comprador antes da quitação total da dívida. Essa antecipação pode compensar os juros pagos quando o mercado imobiliário valoriza acima da taxa cobrada pelo banco.

A decisão certa depende do momento, não da moda

Em última análise, não existe modalidade superior em termos absolutos; existe a mais adequada para cada momento de vida. Quem tem pressa para morar e estabilidade de renda tende a se beneficiar do financiamento, enquanto quem pode esperar e valoriza a previsibilidade de custo encontra no consórcio um caminho mais leve para o bolso.

Assim sendo, antes de assinar qualquer contrato, vale simular os dois cenários com valores reais, considerar a renda disponível nos próximos anos e avaliar o quanto a espera pela contemplação pesaria na rotina da família. Como enfatiza o empresário Tiago Oliva Schietti, essa análise cuidadosa evita arrependimentos e aproxima a compra do imóvel de um projeto de vida bem planejado.

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