Amapá suspende uso do fogo em todo o estado para prevenir incêndios durante período de estiagem

Aurora Salvieri
4 Min de leitura

Medida começou em 1º de setembro e segue até 30 de novembro, com possibilidade de prorrogação; decisão busca reduzir focos de calor e incêndios florestais diante do período seco e dos possíveis efeitos do El Niño.

Amapá entra em período de restrição ao uso do fogo

O Amapá iniciou setembro com uma nova estratégia de prevenção aos incêndios florestais. O uso do fogo está suspenso em todo o território estadual entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026, alcançando tanto áreas rurais quanto urbanas. A medida tem caráter preventivo e poderá ser prorrogada caso as condições ambientais indiquem a manutenção de um nível elevado de risco.

A decisão foi validada durante reunião do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais do Estado do Amapá (PPCDAP). O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais e federais na Sala de Situação e Monitoramento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

A preocupação aumenta nesta época do ano porque o período seco historicamente concentra focos de calor no estado. Em 2026, as autoridades também acompanham os possíveis efeitos associados ao El Niño, fator que reforça a necessidade de antecipar medidas de prevenção e preparar as equipes responsáveis pelo monitoramento e combate ao fogo.

Por que a suspensão foi adotada?

A principal finalidade é diminuir as possibilidades de que queimadas saiam de controle e se transformem em incêndios de maiores proporções. Com vegetação mais seca e condições climáticas desfavoráveis, uma ocorrência inicialmente localizada pode se espalhar rapidamente, aumentando os riscos ambientais e exigindo maior mobilização das equipes de emergência.

A estratégia também busca permitir uma resposta mais rápida dos órgãos públicos. O planejamento integrado envolve monitoramento ambiental e articulação entre diferentes instituições estaduais e federais, especialmente durante os meses considerados mais críticos para ocorrências relacionadas ao fogo.

A restrição ganha ainda mais relevância depois de ocorrências recentes no estado. Em agosto, por exemplo, um incêndio atingiu a Comunidade do Ambrósio, em Santana, afetando pelo menos 15 residências e exigindo uma força-tarefa de atendimento às famílias. Não houve registro de mortos ou feridos naquele episódio.

Medida vale até o fim de novembro

Pelo calendário estabelecido, o período proibitivo termina em 30 de novembro de 2026, mas a duração poderá ser ampliada. Isso significa que as condições climáticas e ambientais serão acompanhadas durante os próximos meses antes de uma decisão definitiva sobre o encerramento das restrições.

A iniciativa coloca a prevenção no centro das ações ambientais do Amapá durante o segundo semestre. Além de proteger áreas de vegetação, a redução de queimadas ajuda a diminuir riscos para comunidades próximas de regiões vulneráveis e os impactos provocados pela fumaça e pela perda de cobertura vegetal.

Com o período mais crítico começando, setembro, outubro e novembro serão meses importantes para avaliar a efetividade das ações. O monitoramento deverá orientar tanto o trabalho preventivo quanto eventuais operações de resposta a focos de incêndio registrados no estado.

Fonte:

Diário do Amapá — matéria publicada em 1º de setembro de 2026

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