Qual é o custo invisível da escolha errada de materiais no mercado imobiliário, segundo Alex Nabuco dos Santos?

Diego Velázquez
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Alex Nabuco Dos Santos analisa como a escolha inadequada de materiais pode gerar custos invisíveis no mercado imobiliário, impactando manutenção, durabilidade e valorização do imóvel.

O empresário Alex Nabuco dos Santos menciona que a economia imediata na compra de insumos de baixa performance é uma das armadilhas mais perigosas para a rentabilidade de um projeto. No dinâmico mercado imobiliário, o preço de uma escolha técnica equivocada raramente aparece no orçamento inicial, manifestando-se apenas meses ou anos após a entrega das chaves. 

Este artigo analisa como o uso de materiais inadequados gera um ciclo de manutenções corretivas, desvalorização patrimonial e danos à reputação das incorporadoras. Veremos como a engenharia de custos deve ser substituída por uma visão de valor a longo prazo. Continue a leitura para entender como as tendências de qualidade total estão combatendo o desperdício gerado pela falsa economia.

Por que o material barato custa caro no pós-venda?

Segundo Alex Nabuco dos Santos, a utilização de componentes que não atendem aos requisitos rigorosos de desempenho cria um passivo financeiro que será cobrado com juros altos através da assistência técnica. No competitivo mercado imobiliário, o custo de mobilizar equipes para reparar infiltrações em fachadas ou substituir tubulações rompidas supera, em muitas vezes, o valor que seria gasto na aquisição de um material de primeira linha. 

Quando a construtora economiza em aditivos de impermeabilização ou em ligas metálicas de baixa resistência, ela está, na prática, transferindo um problema futuro para o seu fluxo de caixa e para a rotina do morador. O desgaste prematuro de revestimentos e sistemas hidrossanitários compromete a percepção de luxo e zelo do empreendimento. 

Como as tendências de ciclo de vida revelam o prejuízo técnico?

Alex Nabuco dos Santos explica que a análise do Custo do Ciclo de Vida (CCV) é a ferramenta que expõe a inviabilidade de materiais de baixa qualidade em projetos de longo prazo. Um insumo que custa 20% menos na compra, mas exige manutenção três vezes mais frequente, é um péssimo negócio para o investidor e para o condomínio. 

No mercado imobiliário de 2026, a inteligência financeira exige que se olhe para o custo de operação e não apenas para o custo de aquisição, priorizando sistemas que garantam a integridade do edifício por décadas com o mínimo de intervenção. Abaixo, listamos os principais riscos e custos gerados pela escolha inadequada de materiais construtivos:

  • Corrosão acelerada de armaduras devido ao uso de concretos porosos ou com cobrimento insuficiente;
  • Desprendimento de placas cerâmicas em fachadas por erro na especificação de argamassas colantes;
  • Fissuras estruturais e estéticas causadas pela falta de reforços e juntas de dilatação apropriadas;
  • Proliferação de mofo e bolor em ambientes internos devido a sistemas de vedação que não respiram;
  • Perda de isolamento acústico por uso de materiais de baixa densidade que não barram o ruído urbano.
Segundo Alex Nabuco Dos Santos, decisões equivocadas na seleção de materiais podem comprometer a qualidade do empreendimento e provocar prejuízos silenciosos ao longo do tempo no mercado imobiliário.
Segundo Alex Nabuco Dos Santos, decisões equivocadas na seleção de materiais podem comprometer a qualidade do empreendimento e provocar prejuízos silenciosos ao longo do tempo no mercado imobiliário.

Qual é o impacto da falha técnica na liquidez do imóvel?

Para Alex Nabuco dos Santos, um imóvel marcado por problemas crônicos de construção sofre uma rejeição natural no mercado, resultando em uma liquidez extremamente reduzida. Em tempos de informação compartilhada, o histórico de um edifício é facilmente acessado por potenciais compradores, e falhas em materiais básicos tornam-se um estigma difícil de apagar. 

O ativo que exige constantes chamadas de capital para reformas de emergência é visto como um “limão” financeiro, vendido com descontos agressivos que destroem o patrimônio do proprietário original. A confiança é o pilar que sustenta o valor de revenda de qualquer bem de alto valor. O custo invisível da escolha errada inclui a perda de oportunidades de negócio e a desvalorização em relação aos vizinhos que investiram em qualidade. 

A responsabilidade técnica e o valor real

O especialista Alex Nabuco dos Santos conclui que a maturidade do setor exige o abandono de práticas que priorizam o lucro imediato em detrimento da durabilidade do bem construído. O custo invisível dos materiais errados é um fardo que o mercado não está mais disposto a carregar. 

O mercado imobiliário moderno exige ativos resilientes, eficientes e que respeitem o capital de quem nele investe. Ao eliminar a falsa economia e adotar critérios técnicos rigorosos, as empresas asseguram a longevidade de suas obras e a saúde de seus negócios. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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